UHF : Rock É! Dançando na Noite

Rock / Portugal
(1998 - Am Ra Discos)
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Les paroles

1. QUANDO (DENTRO DE TI)

Quando te sentes em baixo
e o mundo está confuso,
Quando o sonho é pecado
e tu apenas intruso.

Quando o dia amanhece
Há uma força dentro de ti
E dentro de mim.

Quando te negam a água
e à volta só deserto,
Quando os amigos falham
e a aposta não deu certo.

Quando o dia amanhece
Há uma força dentro de ti
E dentro de mim.

Quando sentes que o destino
te prega uma partida,
Quando sentes o perigo
de não haver saída.

Quando o dia amanhece
Há uma força dentro de ti
E dentro de mim.


2. SR. MINISTRO (QUE ESCOLA É ESTA?)

A vida é uma armadilha
esta vida feita à pressa,
Estou sem pé e à deriva
e tão farto de conversa.

Propinas sim, propinas não
ninguém sabe com é,
Professores com razão
ao sabor da maré.

Senhor ministro, que estória é esta?
Com o seu aval, a escola não presta.

Muda o nome, fica o cheiro
fecho a boca, sou notícia,
Meu pai quer-me primeiro
nesta prova de perícia.

Nesta dança do poder
de promessa em promessa,
Ninguém sabe o que fazer
e assim marcha a festa.

Senhor ministro, que estória é esta?
Com o seu aval, a escola não presta.

A vida é uma armadilha
disse o velho à criança,
Vai à luta, vai à briga
há um mundo à tua espera,
É a vida que começa.

Senhor ministro, que estória é esta?
Com o seu aval, a escola não presta.


3. GUANTANAMERA

Guan guantanamera, guan guantanamera

Yo soy un hombre sincero
de donde crece la palma,
Yo soy un hombre sincero
de donde crece la palma,
Y antes de morir me quiero
echar mis versos del alma.

Guantanamera, guajira guantanamera
Guantanamera, guajira guantanamera.

Mi verso es de un verde claro
y de un carmín encendido,
Mi verso es de un verde claro
y de un carmín encendido,
Mi verso es un ciervo herido
que busca en el monte amparo.

Guantanamera, guajira guantanamera
Guantanamera, guajira guantanamera.

He visto vivir a un hombre
con el puñal al costado,
He visto vivir a un hombre
con el puñal al costado,
Sin decir jamás el nombre
de aquella que lo ha matado.

Guantanamera, guajira guantanamera
Guantanamera, guajira guantanamera.


4. AO FIM DE TANTO TEMPO

Caem chuviscos na tarde
na esplanada da falésia,
Enquanto o horizonte arde
um barco ao largo navega.

Uma vontade de ti
que me aquece por dentro,
Guardo a voz que ouvi
ao fim de tanto tempo.

Um desejo nas mãos
voltar a estar contigo,
Olhar nos olhos a paixão
tanto tempo perdido.

Uma vontade de ti
que me aquece por dentro,
Guardo a voz que ouvi
ao fim de tanto tempo.


5. MENINOS ANGOLANOS

Olhos brancos
esbugalhados,
São só putos
abandonados.

Meninos angolanos
putos velhos sem idade,
No centro dos enganos
cega, surda crueldade.

Meninos negros
à sua mercê,
Perdidos lá longe
aqui na tv.

Meninos angolanos
putos velhos sem idade,
No centro dos enganos
cega, surda crueldade.
Ao acaso, perdidos, nos campos minados...


6. SÓ EU SEI PORQUÊ

O lado cómico da coisa
é ainda estar vivo,
Vocação de excessos
à mercê do instinto.

Se calhar o que mais dói
é ainda estar vivo,
Os anjos morrem novos
solitários, sem filhos.

Só mais uma, mais uma vez
Só mais uma, e só eu sei porquê.

Com as contas por fechar
seguirei o meu rumo,
Um desejo a queimar
o eterno que procuro.

Só mais uma, mais uma vez
Só mais uma, e só eu sei porquê.

O lado cómico da coisa
é ainda estar vivo...


7. SE FOSSES MINHA

Se fosses minha
como a água da chuva,
Colada a mim
dançando na rua.

Se fosses minha
saída de um sonho,
Mulher e amiga
que eu procuro.

Se fosses dócil
como as chamas no fogo,
Incandescente
o tempo todo.

Se fosses minha
saída de um sonho,
Mulher e amiga
que eu procuro.

Se fosses notícia
no meu despertar,
O Sol da manhã
que deixo entrar, entrar.

Se fosses minha
saída de um sonho,
Mulher e amiga
que eu procuro.


8. MARGARIDA (NUM JARDIM)

Margarida, num jardim
à luz do dia, dei por ti,
Margarida, Margarida.

Margarida, o amor
na minha vida, és a flor,
Margarida, Margarida.


9. VOLUNTARIAMENTE SÓ

Acordo olhando as horas
silêncio no mundo lá fora,
Estou aqui refugiado
neste tempo destinado.

Voluntariamente só, voluntariamente só.

Sinto o frio do outono
o vento num sopro louco,
Bebo calando a ressaca
esqueço-me e o dia passa.

Voluntariamente só, voluntariamente só.

Há uma guerra civil interna
à solta dentro e fora de mim,
Uma guerra civil sincera
que toma conta de mim.

Aqui - estou só
Grito - estou só
Fico - estou só,
Voluntariamente só, voluntariamente só
Voluntariamente só, voluntariamente só.


10. TUDO SE MOVE À PROCURA

Indícios de traição
réstias de prazer,
Nem amigo ou irmão
um sujeito qualquer.

Que há-de vir aqui
sentar-se à minha mesa,
Beber do que eu pedi
manter uma conversa.

Foi-se o Sol, veio a Lua
Tudo se move à procura.

Como um filme parado
o Sol parte aos poucos,
A elegia do sagrado
ébrio brilho nos olhos.

Dia a dia rasgamos
folhas de calendário,
As horas, os anos
mas o tempo está parado.

Foi-se o Sol, veio a Lua
Tudo se move à procura.


11. BOOGIE COM O SR. U

Quantos de nós
sondamos a noite,
Buscando a luz
jogando a sorte.

Quem nos ama
quem nos abriga,
É quem nos conhece
de outra vida.

Boogie com o Sr U
Boogie com o Sr U.

Na rua deserta
um vulto a correr,
A face escondida
do Sol a nascer.

Diabo à solta
dentro de mim,
Diz-me que a noite
é de marfim.

Boogie com o Sr U
Boogie com o Sr U.


12. DANÇANDO NA NOITE

À beira do Tejo
a noite calada,
O último beijo
na fria madrugada.

Depois do concerto
parámos nas docas,
Falavas sem medo
palavras que chocam.

Dançando na noite, dançando partiste
Dançando na noite, aqui, à beira do rio.

Será que aguento
a dor que me consome,
O Tejo em sossego
enquanto Almada dorme.

Se fico sozinho
entregue à sorte,
Segue o teu caminho
dançando na noite.

Dançando na noite, dançando partiste
Dançando na noite, aqui, à beira do rio,
Dançando na noite, dançando partiste
Dançando na noite, aqui, à beira do rio.


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